Atas do PSDB de JHC não confirmam nomes para Senado e Governador

Documentos entregues à Justiça Eleitoral não formalizam mudança da candidata Marina Candia, que segue registrada para deputada federa

As atas encaminhadas à Justiça Eleitoral pelo PSDB não confirmam o anúncio feito por Flávio Bolsonaro de que Marina Candia disputará o Senado por Alagoas.

O documento, protocolado após as 23h de quinta-feira (6), ainda mantém Marina como candidata a deputada federal e não define todos os nomes da chapa majoritária, concedendo amplos poderes ao ex-prefeito JHC para alterar as indicações até o registro final das candidaturas.

Juristas ouvidos pela Gazeta Web consideraram “atípico” o modelo adotado. Segundo eles, as escolhas de candidaturas são questões internas dos partidos, mas podem ser questionadas por filiados que se sintam prejudicados, principalmente se nomes aprovados em convenção forem retirados sem nova discussão interna. A autorização concedida a JHC pode ser alvo de questionamentos se usada para retirar unilateralmente candidatos escolhidos pelos convencionais.

A ata da União Progressista, por sua vez, confirma a intenção de coligação com PSDB/Cidadania, PL, PDT, Podemos e Renovação Solidária, reservando a primeira vaga ao Senado para Arthur Lira e determinando que a segunda indicação cabe ao PSDB/Cidadania. O documento também estabelece que o grupo de Lira só participará da aliança majoritária se JHC for o candidato ao governo, e reserva ao PL a indicação do vice-governador.

O desencontro entre o movimento político anunciado e o conteúdo das atas deixa em aberto se Marina já foi retirada da chapa proporcional para o Senado ou se essa mudança ainda depende de nova decisão partidária. A eventual retirada dela da disputa pela Câmara pode gerar consequências internas, com um candidato da legenda afirmando que sua saída teria potencial para “implodir” a nominata. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral.

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