
É escandaloso o descaramento do senhor Flávio Bolsonaro (PL) com a banalização da corrupção que lhe pertence e que dizia combater.
Questionado no canal UOL sobre os R$ 134 milhões solicitados ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, ele respondeu com outra pergunta: – Vocês vão parar no tempo?
Do total solicitado R$ 61 milhões foram enviados ao Texas (EUA), para um fundo financeiro indicado pelo próprio irmão, Eduardo Bolsonaro. O argumento usado foi a realização do “filme do papai”.
O Master, claro, se formou com dinheiro público de institutos de previdência de várias partes do País.
Todas as tramoias, falcatruas e eventos criminosos em que se envolveu, para ele, tudo é passado.
Como o inquérito do Ministério Público do Rio, que apurou fatos de organização criminosa, com lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro público) que liderava quando deputado estadual, iniciado com o escândalo das “rachadinhas” de mais de R$ 1,2 milhão e construção de prédios ilegais com a ajuda de milicianos em áreas litigiosas do Rio.
O inquérito acusou o envolvimento de 86 pessoas no esquema, após cruzamento de informações bancárias, com a participação de milicianos como Fabrício Queiroz e o ex-capitão do Bope, Adriano da Nóbrega, executado em fevereiro de 2020, após a divulgação dos fatos, em pleno governo de Jair Bolsonaro, no Brasil.
Isso é passado, segundo a argumentação do candidato da direita e da elite brasileira, tal como a compra de mansões com dinheiro vivo, em Brasília, pelos membros da família, inclusive o próprio Flávio.
Sem falar na mansão comprada pelo jogador Richarlison, no valor de R$ 10 milhões, em Angra dos Reis, e que Flávio Bolsonaro viu, gostou e tomou do atleta com a ajuda de milicianos.
O caso da mansão construída em área de Marinha foi bater na justiça. Escritório de advocacia, ameaças ao jogador, tudo no roteiro do que poderia ser mais um filme “Dark Horse”.
Mas isso, convenientemente, também parou no tempo…














