Demitido no Brasil, Segóvia ganhará mais que Temer na Itália

Como adido da PF na embaixada do Brasil em Roma, por três anos sua renda mensal bruta será de R$ 56 mil

Demitido do cargo de diretor-geral da Polícia Federal, o delegado Fernando Segovia foi premiado por Michel Temer com o posto de adido da PF na embaixada do Brasil em Roma. Durante três anos, sua renda mensal bruta será de pouco mais de R$ 56 mil. O valor líquido ultrapassará os R$ 51 mil. A cifra equivale a uma vez e meia o salário do presidente da República e dos ministros de Estado, limitado a R$ 33,7 mil, o teto do serviço público, como lembra o jornalista Josias de Souza, ao noticiar o fato.

Foto: Marcos Corrêa/PR

Os servidores da PF em missão no exterior ficam em situação semelhante à dos diplomatas e adidos militares. Logo, recebem contracheques acrecidos de verbas indenizatórias que não são consideradas parte do salário. Ou seja, são isentas do Imposto de Renda e podem assim fazer com que o valor total supere o teto.

O decreto presidencial que presenteou Segovia com a poltrona de adido da PF em Roma foi publicado no Diário Oficial de quinta-feira (2). Ele substituirá o colega Valdson José Rabelo. Os dois estão no mesmo nível da carreira. São delegados da “classe especial”. Graças a essa uniformidade funcional, a remuneração de Segovia no novo posto será equivalente à do antecessor, informou a assessoria da PF.

Após uma série de polêmicas nas quais se envolveu, Segovia se comprometeu, no último dia 19, com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Roberto Barroso a não fazer qualquer manifestação pública sobre as investigações contra Temer. Desde então, ele não se pronuncia publicamente. Agora mais rico ainda em Roma, é que não deve falar novamente sobre o caso.

ÚLTIMAS
ÚLTIMAS