19 de abril de 2024Informação, independência e credibilidade
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Discriminação de vereadora contra criança autista é o retrato da irracionalidade política no País

E pelo andar da carruagem, em se tratando de eleitores e eleitos, os sinais que se anunciam ainda são de triste cenário

Discriminar, ofender, maltratar o autista é crime

Uma mãe, uma criança autista e uma vereadora a transbordar preconceitos e discriminação. Disse textualmente na tribuna da Câmara de Arcoverde (PE) que a criança deficiente “é um castigo de Deus”.

Ela se posicionou na tribuna do parlamento em meio a ignorância e a raiva incontida, tal como um ser irracional.

Mesmo com os demais colegas de pleno apelando para que pedisse desculpas pelo “ato impensado”, a senhora Zirleide Monteiro, vereadora do PTB, manteve a fala preconceituosa e violenta, por que a mãe da criança era uma desafeto sua.

Esse é o nível de grande parcela dos componentes das casas legislativas do País, nos últimos anos. Quando não aparecem pela bizarrice, enveredam pelo racismo, homofobia e variados tipos preconceitos que os tornam medonhos.

Se alguém duvida basta ver o caso do deputado federal, conhecido como Delegado Cunha (PP-SP) que foi denunciado por espancar e bater a cabeça da mulher até ela desmaiar, no apartamento em que viviam em Santos. Outro caso: esta semana, o ex-senador Telmário Mota foi preso por mandar matar a mulher e tentar estuprar a própria filha.

Pois é. E todos eles se apresentam como “homens de bem”.

Enfim, a discriminação da vereadora também é uma violência cruel.

De acordo com o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/ 2015) e pela Constituição Federal a discriminação é crime. E a legislação define como criminoso  qualquer ato de “distinção, restrição ou exclusão que prejudique, impeça ou anule direitos e liberdades fundamentais da pessoa com deficiência”.

E pelo andar da carruagem, em se tratando de eleitores e eleitos, os sinais que se anunciam ainda são de triste cenário