Em ano eleitoral, Congresso reduz em 10% recursos da educação e aumenta em 57% emendas na área social

Gestor da Central das Emendas diz que a forma do Congresso acaba com planejamento do governo que segue dependente dos parlamentares

No ano eleitoral, o Congresso reduziu em 10% as emendas para a área da educação e aumentou em 57% as emendas dos parlamentares destinadas a assistência social, com pagamento obrigatório antes da disputa eleitoral.

No caso específico, essas emendas incluem desde a entrega de cestas básicas até o custeio de unidades de acolhimento de pessoas que fazem uso abusivo de álcool e drogas.

Os dados do Orçamento ainda mostram ampliação de 16,4% da verba direcionada às ações de urbanismo, aplicada na construção de vias e reparos em praças públicas, entre outras obras, como calçamento de ruas

As variações nas emendas ocorrem no ano das eleições, em que parlamentares buscam ações de maior visibilidade social. Pela primeira vez, parte das indicações do Congresso terá pagamento obrigatório antes da disputa eleitoral.

Os dados integram relatório que será divulgado nesta sexta-feira (6), pela Central das Emendas, uma plataforma que cruza e apresenta dados sobre o Orçamento.

De acordo com o centro do debate do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre transparência, em 2026, a área da saúde segue sendo a maior beneficiada pelas emendas, com cerca de R$ 26,3 bilhões. A verba representa 54,4% dos R$ 49,9 bilhões reservados a deputados e senadores.

Segundo o gestor da Central das Emendas, Bruno Bondarovsky, com o modelo de distribuição de emendas parlamentares, criado pelo Congresso Nacional, “fica muito mais difícil para o governo seguir com o seu planejamento com essa dependência das emendas parlamentares”.

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