EUA lançam novo ataque contra o Irã

Centcom afirmou que ataques são resposta à 'agressão injustificada e contínua'; Irã diz ter bombardeado base da 5ª Frota no Bahrein

As forças dos Estados Unidos realizaram um novo ataque contra o Irã no fim da tarde desta quarta-feira (10). O anúncio foi feito pelo Comando Central dos EUA (Centcom) nas redes sociais: “As forças do Comando Central dos EUA iniciaram hoje, às 17h15 (horário do leste dos EUA, 18h15 em Brasília), ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irã, sob ordens do Comandante-em-Chefe.

Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã.” Explosões foram ouvidas em Sirik, Qeshm, Minab, Bandar Abbas (cidade portuária, capital de Hormozgan) e Gorgan (nordeste do Irã).

Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) determinou o fechamento do estreito de Hormuz: “Com efeito imediato, devido à insegurança na região, o Estreito de Ormuz está declarado fechado a todas as embarcações, incluindo petroleiros e navios mercantes. Qualquer embarcação que tentar transitar pelo estreito será alvo de ataques.”

A mídia iraniana informou que dois “navios infratores” que tentavam atravessar o estreito foram atingidos (a nacionalidade não foi confirmada; os EUA disseram que nenhum navio de guerra do país foi alvo). O Centcom afirmou, contrariando o Irã, que os navios comerciais continuam transitando pelo estreito.

A mídia oficial iraniana afirmou ainda que o Irã bombardeou o quartel-general da 5ª Frota dos EUA no Bahrein, com drones tendo como alvo antenas de comunicação e radares do sistema antimísseis Patriot. Sirenes soaram no Bahrein.

Uma delegação do Catar viajou para negociar com Teerã, mas os EUA lançaram nova rodada de ataques enquanto os negociadores permaneciam no país. O correspondente da Fox News Trey Yingst disse ter conversado com Trump durante a operação militar; o presidente americano afirmou que os ataques devem cessar em breve, mas ameaçou intensificar a ofensiva caso não haja acordo.

O conflito escala na região (envolve também Líbano e Israel). Trump afirmou ontem que estava perto de fechar um entendimento com o Irã, mas as promessas de acordo não se concretizaram.

O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, criticou as ameaças: “O Irã nunca negociou sob ameaças e pressão, e jamais se submeterá a pressão ou coerção. Se Washington estiver genuinamente interessado em uma solução diplomática, deve abandonar a linguagem das ameaças e dialogar com o Irã com base no respeito mútuo.”

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