Irã ataca navios no estreito de Hormuz e base americana no Bahrein

Ataques ocorrem horas após bombardeios dos EUA contra alvos iranianos; Trump havia dito que país 'pagará o preço' por demora em acordo

O Irã anunciou na noite desta quarta-feira (10) ter atacado dois navios que navegavam pelo estreito de Hormuz e reiterou que qualquer embarcação que tente atravessar o canal será considerada alvo. O regime também disse ter atacado a base da Quinta Frota americana no Bahrein. Segundo Teerã, trata-se da execução da primeira fase de uma nova ofensiva conduzida pela Guarda Revolucionária.

O anúncio ocorreu horas após as forças dos Estados Unidos bombardearem alvos iranianos pela segunda noite consecutiva (cumprindo ameaça de Donald Trump). O regime iraniano afirmou também que o estreito de Hormuz está agora “completamente fechado para todos os tipos de embarcação” e que qualquer tráfego marítimo na passagem será alvo das forças de Teerã.

De acordo com a Marinha iraniana, dois navios que tentavam atravessar o estreito foram atingidos (as autoridades não informaram a nacionalidade das embarcações nem detalharam os danos). O estreito de Hormuz é uma das passagens marítimas mais estratégicas do mundo (conecta o golfo Pérsico ao oceano Índico).

A ameaça de fechamento e os ataques aumentam o risco de ampliação do conflito e pressionam os preços do petróleo. Mais cedo, Trump havia dito que o Irã fez os EUA “de trouxa” nas negociações e que agora “terá de pagar o preço” por ter demorado demais para fechar um acordo.

Às 0h45 de quinta (11) em Teerã (18h15 de quarta em Brasília), o Pentágono anunciou nova rodada de bombardeios contra o Irã (resposta à “agressão injustificada e contínua” – na véspera, os iranianos abateram um helicóptero militar e atacaram bases de Washington no Oriente Médio). Antes dos ataques, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país permaneceria “firme diante de qualquer pressão ou ameaça” e que “ameaças de atacar infraestruturas não são uma demonstração de força, mas um sinal de desespero”.

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