20 de abril de 2021Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Federal indicia delegado acusado de contratar pistoleiro para matar juiz

Pistoleiro acabou matando advogado por engano

Paulo Cerqueira, delegado da Polícia Civil de Alagoas

O  delegado geral da Polícia Civil de Alagoas, Paulo Cerqueira, está indiciado desde o último dia 12, pela Polícia Federal como autor intelectual na morte do advogado Nudson Harley no bairro de Mangabeiras, em Maceió, assassinado por engano em 2009, segundo noticiou o portal Repórter Nordeste.

De acordo com a informação, o advogado estava no lugar e errado e na hora errada e por isso foi morto, uma vez que o alvo programado era o juiz alagoano, Marcelo Tadeu, hoje aposentado.

A informação levantada pelo portal,  diz que as investigações apontam que, Antônio Wendel Guarnieri, um dos autores materiais do crime, afirmou que Paulo Cerqueira o contratou para executar o juiz Tadeu. A negociação foi intermediada pelo policial militar Natan Simão, morto em 2010.

As investigações dizem que a versão de Antônio Wendel é corroborada por outros indícios contidos nos autos e que a Polícia Civil alagoana nunca considerou a hipótese de que o advogado foi morto no lugar do juiz.

Ainda segundo as informações, policiais federais apuraram que Paulo Cerqueira pagou as despesas de Wendel Guarnieri com recursos próprios. Inclusive hospedagem, uma semana antes do crime, além de fornecer ao pistoleiro um telefone celular. A arma usada no crime era de uso exclusivo da polícia alagoana.

Vale ressaltar que Wendel era alvo de interceptação telefônica pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). As escutas começaram em 19/06/2009, quando Wendel foi desligado do Programa de Proteção a Testemunhas, o Provita.

Paulo Cerqueira era chefe da DEIC e os agentes que monitoravam Wendel eram subordinados ao hoje delegado geral da PC. Diz a PF que Paulo Cerqueira era informado sobre o conteúdo dos principais diálogos. Um deles era entre Wendel e Valdir Pitbull, dias antes do assassinato de Nudson.

A Assessoria da Secretaria de Segurança Pública ainda não respondeu sobre o indiciamento de um delegado da alta cúpula do sistema de segurança alagoano.