15 de abril de 2021Informação, independência e credibilidade
Justiça

História do Judiciário alagoano passa a ser contada de forma interativa em centro cultural

Presidente Tutmés Airan inaugurou o espaço moderno que será aberto ao público para visitação gratuita após liberação das autoridades sanitárias

Presidente Tutmés Airan afirmou que o museu coroa toda a sua gestão e sua concepção do papel do Judiciário na vida das pessoas. Foto: Caio Loureiro

A história da Justiça alagoana ganhou, nesta quarta-feira (13), um espaço moderno e interativo para ser contada. O presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), desembargador Tutmés Airan de Albuquerque, entregou o Centro Cultural e Memória do Poder Judiciário de Alagoas, localizado no prédio centenário, encerrando as inaugurações de sua gestão.

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O espaço será aberto ao público de forma gratuita após liberação das autoridades sanitárias.

”Acho que é uma obra muito significativa porque é reveladora. Ela revela uma parte importantíssima da história de Alagoas e do Brasil sobre a ótica dos juízes, ou seja, sob a ótica de quem decidia. Nós temos aqui fatos marcantes que precisam estar registrados e precisam se transformar em fatos inesquecíveis para que as próximas gerações aprendam com os nossos acertos e, sobretudo, com os nossos erros para não repetir no futuro. A ideia é de registro e por ser assim é pedagógica, porque, enfim, os homens precisam e devem aprender sempre”. Tutmés Airan.

Centro Cultural e Memória do Poder Judiciário foi inaugurado nesta quarta (13). Foto: Caio Loureiro

Curador do centro cultural e responsável por grande parte do acervo, o magistrado Claudemiro Avelino falou sobre os mais de 10 anos de sua pesquisa e dedicação à história do Poder Judiciário alagoano e destacou a importância de salvar e repassar essas memórias.

”É um sonho antigo e nós finalmente conseguimos presentear a sociedade alagoana com esse espaço cultural vivo, dinâmico e que nós temos a pretensão de fazer crescer. Hoje não foi só o lançamento do centro de cultura, mas também o lançamento da obra literária resgatando a historiografia de todos os desembargadores que já atuaram no TJAL. São informações para mais de 100 anos, nós pesquisamos um a um, conseguimos as imagens de todos os desembargadores e um pouco da história desses homens que entraram nesta casa para fazer Justiça na Alagoas”. Tutmés Airan.

Juiz Claudemiro Avelino pesquisou por mais de 10 anos de documentos sobre o Judiciário alagoano e seus magistrados. Foto: Caio Loureiro

Irina Costa, coordenadora do Centro Cultural e Memória, explicou que enquanto a visitação presencial não é permitida devido aos cuidados com a Covid-19, o Judiciário viabilizará um site para o público conhecer o museu. A servidora também contou que o centro também tem possibilidade de crescer com a continuação da pesquisa por outros documentos históricos.

”Uns dos grandes atrativos desse centro é justamente a interatividade e a inovação. Não existe aqui em Alagoas um espaço ou museu com essa tecnologia. Nós estamos trazendo maquete 3D, holográfica onde você tem som e história. Em outra parte, as pessoas poderão tirar uma selfie com um personagem da história, como Marechal Deodoro”. Irina Costa.

Segundo o presidente Tutmés Airan, o museu coroa toda a sua gestão e sua concepção do papel do Judiciário na vida das pessoas.

”Para mim, fazer Justiça é abrir as portas do Tribunal para quem mais precisa dele, é ser extremamente produtivo porque nós devemos isso à sociedade que paga os nossos salários, é estar sintonizado com os novos tempos tecnológicos e saber se reinventar em face desses novos tempos até para produzir mais, é estimular a própria construção das decisões pela via da negociação, mediação e conciliação. Fazer justiça é fazer esse registro para que as nossas pegadas não se percam no caminho, porque se elas se perderem é como se tivéssemos caminhado sem direção, inutilmente”. Tutmés Airan.

Centro de Cultura destaca atuação das mulheres na magistratura alagoana; na projeção, a desembargadora Elisabeth Carvalho. Foto: Caio Loureiro