20 de outubro de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Ministro da Saúde critica campanha de abstinência contra gravidez precoce

Damares usa como argumento pró-abstinência as pesquisas que apontariam a gravidez de jovens como motivos para afastá-los da família e da fé

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não concorda com o plano da ministra dos Direitos Humanos, a colega Damares Alves, sobre o foco da campanha contra gravidez precoce.

Ele é o responsável pela pasta que irá bancar a propaganda do governo federal, que vai pregar abstinência. Mas ele não acha eficar a ideia de que bastaria dizer aos adolescentes “pensem duas vezes antes de transar”.

Segundo Mandetta, esta não pode ser a única política de enfrentamento do problema. Apesar disso, Damares tem defendido a abstinência sexual como principal lema da ação.

“A mensagem do comportamento responsável é válida. É uma vida, é o afastamento da escola. Mas não se pode minimizar a discussão e dar ênfase só para isso. É um problema complexo. Tenho apostado muito em informar as consequências, porque acredito que esse seja um ponto essencial para a conscientização”. Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde.

Mandetta afirma que questões religiosas não devem pautar a discussão. Por outro lado, o ministério de Damares usa como argumento pró-abstinência as pesquisas que apontariam a gravidez de jovens como motivos para afastá-los da família e da fé.

De qualquer forma, a ideia é que ação saia na primeira semana de fevereiro.