27 de outubro de 2021Informação, independência e credibilidade
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No País da mentira a calhordice se espalha diante da ignorância do freguês

Empresas aéreas não barateam passagens e cobram mais por bagagens.

Empresas cobram pelas bagagens, mas não baratearam as passagens aéreas

O obscurantismo vai se alastrando pelo País de tal maneira que a sociedade vive a cultuar a mentira como se fosse a verdade absoluta. Paralelamente, a escuridão crescente vai inflando também a cultura do ódio, a bizarrice desmedida, a ignorância estampada na cara do freguês.

É o cenário de uma Nação onde o foco do ângulo de visão fica exatamente no umbigo. Principalmente dos que querem sempre o filé para os seus filhos. Embora esse clube restrito no País do “estado mínimo” seja cada vez menor.

Uma das mentiras que se propagandeou aos quatro cantos foi a de que as empresas aéreas que operam a malha viária brasileira iriam reduzir os preços das passagens, desde que tivessem o direito de cobrar por qualquer bagagem transportada. E aí gritaram os arautos do “mercado”: -Agora vai. – E foi. Só que mais uma mentira bestial.

O que as empresas fizeram logo em seguida foi aumentar os preços das passagens, com a conivência do governo e da Agência Nacional da Aviação Civil – Anac.

E não ficou só nisso. O próprio governo anunciou o ingresso de empresas estrangeiras tipo low cost (baixo custo) também com o mesmo propósito de baratear as passagens aéreas para os brasileiros. Foi mais um ledo engano.

As empresas low cost Norwegian Jet Smart até chegaram por aqui e entraram em operação. Mas a primeira providência delas foi criar uma nova norma para cobrar mais do passageiro.

Passaram a cobrar tarifa pela bagagem de mão de 10 quilos que não couber embaixo da poltrona. A Jet Smart tabelou o valor em R$ 143,00. Já a Norwegian estabeleceu a tarifa em R$ 42,95.

E assim a calhordice vai se espalhando. Sem choro, nem vela.