5 de março de 2024Informação, independência e credibilidade
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Pastores anistiados de R$ 1,6 bi agora querem perdão de R$ 300 milhões

Só não apareceu nenhum santo do pau oco para anistiar uma parcela da dívida de Mané Bodegueiro com a Receita

Depois do perdão de R$ 1,6 bi, Bolsonaro virou o santo do pau oco dos evangélicos

A mamata da anistia dos impostos para suas “santidades”,  os pastores evangélicos, gerou uma perda para os cofres da União na ordem RS 300 milhões.

Os dados constam em relatório do Tribunal de Contas da União (TCU). Quem deu isenção de tributos para Edir Macedo, Silas Malafaia, RR Soares, Waldemiro Santiago, Valadão e os demais, foi o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Assim o fez, isentou a turma de pagar impostos, mas sequer corrigiu a tabela do imposto de renda que beneficiaria o pobre e mortal trabalhador em sua declaração de imposto de renda.

Só que a história de dar calotes nos débitos é uma prática antiga dos famosos pregadores da Bíblia, que costumam fazer o discurso em nome de Deus, Pátria e Família.

Mas, o que gostam mesmo é da liberdade. Ou seja, a liberdade de não pagar os impostos.

Uma publicação da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), em setembro de 2021, já dizia que um grupo de 16 entidades religiosas era devedora de R$ 1,6 bilhão em impostos à Receita Federal.

Os citados já constavam no relatório da PGFN como devedores, então. Foi aí que procuraram sua excelência Bolsonaro para pedir o perdão. –Perdoai, senhor, as nossas dívidas… 

Afinal, não é quase nada: só R$ 1,6 bilhão, para um santo do pau oco perdoar.

Enquanto isso, seu Mané Bodegueiro, da Serra Grande, lá de Paulo Jacinto, Alagoas, em crise financeira, não pagou uma parcela do imposto de renda que parcelou em 6 vezes.

Seu Mané não foi preso, mas não apareceu ninguém preocupado em anistiar seu débito.

Enfim, para a sorte dele, agora apareceu o programa “Desenrola Brasil”, que vai ajudá-lo a se livrar da dívida.

Ele, em sua fé cega e faca amolada, agradeceu laconicamente:  -Obrigado, senhor!