Patrimônio de Lula diminui 35% no mandato

Presidente declarou bens de R$ 4,77 milhões em 2026, ante R$ 7,42 milhões há quatro anos; vice Geraldo Alckmin viu patrimônio crescer 227% no mesmo período

A declaração de bens do presidente Lula entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e divulgada neste sábado (8) aponta uma redução de 35% em seu patrimônio pessoal ao longo do mandato. Os bens do petista, de 80 anos, somam agora R$ 4.775.650,64, contra R$ 7.423.725,78 registrados na eleição de 2022.

A diferença decorre principalmente da queda no saldo de seus planos de previdência privada. Em 2022, Lula possuía R$ 3.570.798,99 em um VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Na nova declaração, ele aponta dois créditos nessa modalidade: R$ 1,38 milhão no Bradesco e R$ 1,923 milhão no Brasilprev, do Banco do Brasil, totalizando uma redução de cerca de R$ 2,26 milhões.

Além das aplicações financeiras e da previdência, o presidente registra imóveis e sua participação de 98% na empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, avaliada em R$ 49 mil. O sócio com os 2% restantes é Paulo Okamotto, ex-presidente do Instituto Lula e coordenador de sua campanha.

Em movimento oposto, o patrimônio do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) cresceu 227% no mesmo período. Saltou de R$ 1.005.728,42, em 2022, para R$ 3.291.457,41 em 2026, um aumento de cerca de R$ 2,2 milhões. Alckmin não possui empresa, e seus bens estão concentrados em aplicações financeiras e previdência privada.

A coluna procurou a assessoria da campanha de Lula para comentar a redução, mas não obteve retorno até a publicação.

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