27 de fevereiro de 2021Informação, independência e credibilidade
Maceió

Unidades de síndrome gripal mais que triplicam atendimentos em Maceió

Jovens são maioria dos pacientes que buscam as unidades e especialistas alertam para relaxamento com cuidados

Com um aumento de 305,4% na quantidade de atendimentos nas unidades de referência em síndrome gripal, foi constatado um novo perfil de usuários atendidos: os jovens.

De acordo com especialistas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), isso acontece por conta do relaxamento das medidas preventivas e por esse público não se considerar vulnerável à doença.

De 1º a 13 de novembro, as quatro URSG atenderam 1.309 pacientes, enquanto no mesmo período de dezembro o número subiu para 3.998. A unidade que teve o maior aumento no número de atendimento foi a Maria da Conceição Fonseca Paranhos, que fica em Jacarecica, passando de 318 atendimentos para 1.355, ou seja, um aumento de mais de 426%

“Durante vários meses nós vimos o número de pessoas que procuram o serviço diminuir gradualmente e, em poucas semanas, retomar ao patamar de maio. A faixa etária que predomina dos usuários é de pessoas mais jovens, o que preocupa, porque apesar da menor chance de complicação por Covid-19, muitos convivem com pessoas do grupo de risco, como idosos, pessoas com doenças crônicas”. Arthur Araújo, médico da unidade.

A infectologista da SMS, Mardjane Lemos também reforça os riscos do relaxamento nos cuidados por este público que está apresentando maior contaminação.

“Isso nos leva a crer que os jovens entendem que não são grupos de risco, que vão ter um quadro leve. Porém esse jovem acaba sendo parte de uma cadeia de contágio que vai chegar, inevitavelmente, a alguém que vai morrer. Se não for o seu avô, avó, tio, pai, vai ser algum familiar de um colega, um vizinho”. Mardjane Lemos.

Com isso, a infectologista frisa que mesmo sem o agravamento, o que já acontece em alguns casos, é fundamental que todas as pessoas tenham responsabilidade coletiva.

“Você pode não precisar agora de um leito pra Covid, mas se você se acidentar, você vai ter dificuldade de atendimento, porque os leitos estarão ocupados com pacientes com Covid, por exemplo. Então, é uma responsabilidade coletiva, pensando no bem daqueles que são mais vulneráveis e também pensando em si”. Mardjane Lemos.

As recomendações é que a população continue com as medidas preventivas necessárias, de forma conjunta, visando evitar o contágio pelo novo coronavírus.

“Fica como recomendação, além, é claro, do uso de máscara, da higienização dos objetos de uso de maior frequência, o cuidado com as confraternizações e encontros familiares. Nós estamos vendo muitos relatos de pacientes contaminados dessa forma. Então, se cuidem, se protejam e protejam os seus”. Arthur Araújo.