Levantamento revela vida de alto padrão de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo nos EUA

Ex-deputado e influenciador mantêm despesas com imóveis de até R$ 6 milhões, veículos de luxo e escola particular para filha, enquanto negam uso de recursos do filme “Dark Horse”

Levantamento da Agência Pública e do ICL Notícias mostra que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo mantêm um estilo de vida de alto padrão nos Estados Unidos, com mansões, carros de luxo, viagens frequentes e visitas a restaurantes sofisticados.

Eduardo mudou-se para Arlington, no Texas, em fevereiro de 2025, onde alugou uma casa de 300 m² avaliada em US$ 707 mil (R$ 3,6 milhões), por US$ 4,5 mil mensais (R$ 23,3 mil). Em maio de 2026, mudou-se para uma mansão em Southlake, avaliada em US$ 1,22 milhão (R$ 6,3 milhões), com 424 m² e piscina. O aluguel é de US$ 5,9 mil (R$ 30 mil) por mês. A filha do ex-deputado também foi matriculada em uma escola cristã, com custo anual de US$ 18 mil (R$ 93 mil).

Desde a mudança para os Estados Unidos, Eduardo realizou ao menos 20 viagens, incluindo visitas à Disney, a uma estação de esqui em Utah e a Miami, além de uma viagem ao Oriente Médio, onde surfou na maior piscina de ondas artificiais do mundo, em Abu Dhabi.

Eduardo nega ter utilizado recursos do filme “Dark Horse” para custear suas despesas. A produção foi financiada com R$ 61 milhões pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-deputado afirma ter “renda passiva” e recursos provenientes de cursos. Em maio de 2025, o ex-presidente Jair Bolsonaro transferiu R$ 2 milhões ao filho.

Paulo Figueiredo comprou uma mansão de US$ 1,2 milhão (R$ 6,1 milhões) em Clermont, na Flórida, em novembro de 2025. Em maio de 2026, adquiriu um Cybertruck da Tesla por US$ 83 mil (R$ 427 mil). Ele também possui outra casa em Weston, avaliada em US$ 1,09 milhão (R$ 5,5 milhões), e frequenta restaurantes com estrelas Michelin.

Procurado, Eduardo não informou como financia o padrão de vida nos Estados Unidos. Figueiredo afirmou que suas despesas são custeadas por suas empresas, mas não apresentou detalhes sobre as fontes dos recursos.

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