21 de junho de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Bolsonaro gastou R$ 2,3 mi em 15 dias de férias, mas CGU diz que ele estava trabalhando

Controladoria Geral da União foi recomendada a dizer na Câmara que o presidente saiu a trabalho

Bolsonaro gasta mais de R$ 2,3 milhões em 15 dias de férias e depois manda dizer que estava trabalhando

Depois do escândalo nas redes socais com os gastos de mais de R$ 2,3 milhões do presidente Jair Bolsonaro, durante 15 dias de férias, a Controladoria Geral da União (CGU) foi orientada a dizer que o presidente gastou por que trabalhou.

Segundo o chefe da CGU, Wagner Rosário, o chefe do Executivo não estava exclusivamente de férias. Os gastos de  mais de R$ 2,3 milhões, aconteceram por ele “trabalhou fora do local costumeiro”.

A declaração foi feita durante esclarecimento sobre a viagem de fim de ano na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados.

“O presidente da República despachou diariamente com todos os seus ministros e assessores. Só nesse período, assinou um decreto, sete medidas provisórias e sancionou seis projetos de lei. Então, só por aí a gente entende que o presidente da República não estava de férias. Ele estava a trabalho fora do local costumeiro, onde ele realiza suas atividade”, explicou o ministro.

Entenda o caso

Bolsonaro gastou mais de R$ 2,3 milhões em férias no litoral do país, entre dezembro e janeiro, em plena pandemia. Documentos comprovam os gastos entre 18 de dezembro e 5 de janeiro.

O presidente visitou as regiões litorais de São Paulo e de Santa Catarina.

De acordo com as informações da Secretaria-Geral da Presidência, foram gastos R$ 1,19 milhão em despesas com a hospedagem do mandatário, sua família, convidados e toda a equipe de profissionais, incluindo alimentação e bebidas para todos, entretenimento e locomoção terrestre ou aquática.