
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o salário da magistratura proporciona uma “condição média” de vida e que, apesar de ser “muito acima” da realidade da maioria dos brasileiros, não permite uma “vida nababesca”.
Em evento da Associação Nacional de Magistrados Evangélicos (Anamel), no dia 21 de agosto, ele disse que os juízes “têm que controlar a despesa no dia a dia” e que a “pretensão não pode ser ficar rico”.
Os dados do Portal da Transparência mostram que Mendonça recebeu, de janeiro a julho deste ano, rendimentos líquidos que variaram de R18.881aR18.881aR 43.028, com média mensal de R$ 26.004. No mesmo evento, o ministro revelou que seus dois primeiros anos no STF “foram períodos de muita infelicidade” e que hoje vive “muito mais o ônus e a responsabilidade do que qualquer outra coisa”. Ele desabafou sobre as pressões e limitações pessoais, dizendo que sua esposa está cansada e que já questionou a Deus por uma vida mais normal.
Indicado por Jair Bolsonaro em dezembro de 2021, Mendonça é relator das duas maiores investigações em curso na Polícia Federal: a que apura fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e a que investiga descontos indevidos em aposentadorias do INSS, que recentemente atingiram o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.













