
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a acessar o material apreendido pela Polícia Civil de São Paulo na investigação que atingiu Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”.
A decisão, assinada no dia 21 de agosto, permite o compartilhamento de documentos financeiros, computadores e registros da produtora com o inquérito relatado por André Mendonça, que apura os repasses negociados entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção.
A medida ocorre após o perito responsável pelo laudo contábil da Go Up admitir limitações no trabalho, como a falta de verificação de preços de mercado, mas revelar que as notas fiscais dos gastos existem e estão em seu poder.
O cruzamento desses documentos pode ajudar a responder a pergunta central da investigação: o destino final do dinheiro, incluindo a suspeita de que recursos tenham bancado despesas de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
A decisão de Dino acontece em um momento no qual a campanha de Flávio orienta a não responder mais sobre o Dark Horse, transferindo explicações para a produtora e deslocando o debate para suspeitas envolvendo Lulinha.
A estratégia, no entanto, pode esbarrar no material agora à disposição da PF, que inclui as notas fiscais que Flávio não apresentou publicamente, apesar de ter prometido uma prestação de contas em 30 dias em maio.













