
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou, durante um evento de comemoração dos 1.000 dias de governo, nesta segunda-feira, 27, sobre a alta da inflação, do preço da gasolina e do dólar. De acordo com o presidente “nada é tão ruim que não possa piorar”.
“Alguém acha que eu não queria a gasolina R$ 4? Ou menos. Que o dólar tivesse a R$ 4 ou menos? Não é maldade da nossa parte. É uma realidade. E tem aquele ditado: ‘Nada está tão ruim que não possa piorar”’, escreveu.
Bolsonaro ainda citou uma passagem bíblica para ilustrar o momento do país. “Nada temeis, nem mesmo a morte, a não ser a morte eterna.”
O preço médio da gasolina subiu pela oitava semana nos postos de combustíveis do Brasil e permanece acima de R$ 6 por litro. O levantamento foi feito pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
A corrupção não acabou, admitiu o presidente
Com o governo bombardeado por denúncias de irregularidades, envolvendo, principalmente, as compras de vacinas contra a covid-19, o presidente Jair Bolsonaro admitiu também que a corrupção não foi eliminada no seu governo.
Durante evento da Caixa Econômica Federal para dar início à programação para lembrar os mil dias de mandato, o chefe do Executivo disse que a corrupção “diminuiu muito” desde que tomou posse.
A declaração destoa do que afirmou o próprio Bolsonaro na 76ª Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU), na última terça-feira. Na ocasião, acompanhada por todo o mundo, o chefe do Executivo chegou a dizer que o Brasil estava há dois anos e oito meses “sem qualquer caso concreto de corrupção”.
“Quando se fala em mil dias sem corrupção… Eliminou-se a corrupção? Obviamente que não. Podem acontecer problemas em alguns ministérios? Podem, mas não será da vontade nossa. Nós vamos buscar maneiras de, obviamente, apurar o caso e tomar providências cabíveis com outros poderes sobre aquele possível ato irregular. Mas diminuiu muito a corrupção no Brasil, muito”, declarou Bolsonaro, em seu discurso.














