28 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Bolsonaro volta a pregar fim da urna eletrônica e debocha de ministros do TSE

Em uma fala para atiçar apoiadores, ele ironiza Barroso, Moraes e Fachin e diz que voto tem que ser contado um a um.

Bolsonaro preocupado com as pesquisas eleitorais retoma a ladainha do voto impresso

O fim da votação eletrônica e o retorno do voto impresso voltou a ser plataforma política do presidente Jair Bolsonaro, que resolveu cobrar, mais uma vez, o formato eleitoral ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro voltou a colocar dúvidas na lisura da votação eletrônica e diz que aos ministros do TSE, chamando-os ironicamente de queridos, que  “o voto tem que ser contado um por um”.

A proposta do voto impresso chegou a ser colocada em votação no Congresso Nacional, mas foi derrotada pelo plenário. Assim, o intuito de Bolsonaro é levantar a voz dos seus apoiadores na causa, considerando que as pesquisas eleitorais apontam ele perdendo a eleição para Lula do PT.

Como num deboche à corte eleitoral, ele declarou que “nós queremos eleições limpas, e tenho certeza de que temos como colaborar com nosso prezado TSE, com nosso querido Alexandre de Moraes, com nossos queridos (Luís Roberto) Barroso e (Edson) Fachin, para que isso aconteça. Eu tenho certeza de que, do fundo do coração deles, eles querem isso”.

Denunciado por fraude – Jair Bolsonaro, enquanto candidato a deputado federal, nos anos 90 chegou a ser denunciado por fraude em votação impressa, em sessões eleitorais na periferia do Rio de Janeiro.