
Uma pesquisa realizada pelo cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), mostra que a filiação de pessoas entre 16 e 34 anos caiu 54% entre 2010 e 2026.
Nesse tempo, isto é, nos últimos 16 anos, os partidos perderam quase 1,5 milhão de jovens em seus quadros, num dos mais fortes esvaziamentos da militância desde a redemocratização do Brasil.
Perdeu-se a conscientização política de grande parte da juventude e, com a banalização do debate, os partidos passaram a viver como times de futebol endinheirados, com torcidas muitas vezes insanas.
Via de regra, na atualidade, o contato da juventude com a política acontece apenas com as manchetes sobre escândalos e corrupção e nunca com a leitura de conteúdos. Seja notícia falsa ou não, infelizmente, cultua-se o que está posto nas redes sociais, entre “cards” e vídeos de curta duração.
Por sua vez, os partidos raramente pesquisam pautas que afetam diretamente os jovens, o que também não motiva o surgimento de novas lideranças nesse campo, em meio a descrença e a decepção.
Cartoriais e com pouca vida orgânica, os partidos políticos, sem a capacidade de dialogar com os jovens em uma era digital, tornaram-se boca de caixa para lideranças que atuam como proprietários de legendas. Uma gente que e só pensa mesmo na grana que pode levar do fundo partidário.
Há exceções sim. Mas são raras. Aliás, raríssimas…














