8 de dezembro de 2023Informação, independência e credibilidade
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Eleições 2018: “Pelos poderes de Grayskull, unidos venceremos a semente do mal”

Não podemos eleger um Donald John Trump, no Brasil

Foto divulgada nas redes sociais e na imprensa nacional e internacional. “Uma imagem vale por mil palavras” (Confúcio)

Falta menos de um mês para as urnas indicarem quem vai à  disputa do segundo turno nas eleições presidenciais de um ano que pode não acabar (igual àquele 1968, “o ano que não terminou”). Um tom de desespero vem se instalando na mente e nos corações de quem viveu as agruras de um Brasil no passado recente da Ditadura Militar. Contudo, há  minutos preciosos antes o final do segundo tempo, há chance nos  pênaltis. O jogo não está perdido.

Sou do time da esperança. Então, espero que este ano termine logo e bem. Que o primeiro sol de janeiro de 2019 sinalize para o fim do pesadelo, mesmo que não seja com o presidente ou a presidente ideal. Até porque, em um momento limite, entre o bem e o abominável, talvez seja melhor apelar para o bom senso.

Não podemos eleger um Donald John Trump, no Brasil. “Pelos poderes de Grayskull, unidos venceremos a semente do mal”. E isso significa defender que, no segundo turno, as forças do bem – de qualquer que sejam as siglas partidárias – deem um tempo nas disputas ideológicas mais rebuscadas para defender o Castelo de Grayskull de um mal maior.

Que se peguem depois do amanhã, hoje, é preciso prestar atenção à porta aberta da cozinha ,à erva daninha que se alastra, muito mais intensamente, nos campos semeados pela plantação de direitos e garantias fundamentais, à traça se locomovendo, num piscar de olhos, no livro verde amarelo de 1988.

É preciso reagir ao clima de desespero e, sem olhar apenas para o próprio umbigo, reforçar as fileiras da crença no bom e no bem. A arma é só uma: o voto secreto que a Constituição Cidadã consagrou para nos livrar do cabresto.

One Comment

  • Concordo com quase tudo Graça! Importante mesmo falarmos sobre os riscos da opção à extrema direita nas urnas, mas é bom lembrar que o voto não é a única arma. Eleições são apenas um pedaço dessa história.

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