Empresas de Collor são acusadas de rir da cara da justiça e suspender plano de saúde pago pelos trabalhadores

Sindjornal diz que o mais surpreendente é que o pagamento dos planos de saúde é dos próprios trabalhadores através do desconto em folha
O Sindicato dos Jornalistas de Alagoas manifestou surpresa neste sábado, 11, com a suspensão dos planos de saúde dos trabalhadores da Organização Arnon de Melo (OAM), propriedade do ex-senador Fernando Collor de Mello.
De acordo com a informação, a decisão da OAM se deu sem nenhum comunicado oficial por parte da empresa, que deixou os seus trabalhadores impedidos de usar os serviços quando já estavam em hospitais, clínicas e consultórios – uma situação de completo desrespeito com seus funcionários.

“O mais surpreendente é que o pagamento dos planos de saúde é dos próprios trabalhadores através do desconto em folha, mas irresponsavelmente a OAM ficou com os recursos e não repassou esses valores para operadora causando constrangimento e preocupação em mais de uma dezena de colegas e familiares”. Diz a nota do Sindicato

Ao longo da semana, o Sindjornal cobrou uma posição da gestão da OAM, mas obteve respostas evasivas e uma promessa não cumprida da regularização, até o final de semana. “Agora, cobramos publicamente que a empresa apresente respostas e resolva esse triste cenário que ainda prejudica a saúde mental de centenas de pessoas”, diz o manifesto.

O jurídico do Sindicato está avaliando a situação para tentar sanar o problema e reestabelecer o atendimento imediato de saúde dos trabalhadores que contrataram os serviços do plano, bem como medidas complementares pelos danos morais causados aos funcionários.

O lema da organização de Fernando Collor é claro: “Descontar sempre, repassar jamais!”. Uma tradição antiga que começou com o FGTS e que agora se renova no plano de saúde. O dinheiro some do contracheque com precisão suíça, mas o plano tá bloqueado na hora que o funcionário mais precisa”.,
Para a direção do sindicato isso é também debochar dos trabalhadores das empresas e, além de tudo, rir da cara da Justiça do Trabalho, “o que já virou esporte oficial da empresa”.
-É muita cara de pau. Qual vai ser o próximo pedaço do salário que vai virar fumaça nas mãos deles? Deixem seus palpites, porque a criatividade ali para sumir com o dinheiro dos outros não tem limites! – Conclui o protesto sindical
ÚLTIMAS
ÚLTIMAS