
O mercado financeiro concluiu em seu tradicional balanço de final de ano e a Ibovespa já divulgou que o ano foi positivo para a economia, com a bolsa atingindo o patamar dos últimos 9 anos.
De acordo com o balanço, o sinal positivo prevaleceu na bolsa paulista no último pregão de 2025, com o Ibovespa operando na casa dos 161 mil pontos e fechou com o melhor desempenho anual desde 2016.
Os setores da construção civil (com retorno médio de 95,72%), de tecidos, vestuário e calçados (82,32%) e intermediários financeiros (66,60%) lideraram a lista de melhores desempenhos em 2025, segundo levantamento elaborado pela Elos Ayta a pedido do CNN Money.
Já na parte de baixo ficaram com os setores de produtos de uso pessoal e de limpeza (-41,61%), madeira e papel (-10,61%) e petróleo, gás e biocombustíveis (-5,23%).
Dólar recuou
Já o dólar fechou em queda na última sessão do ano, com o real liderando os ganhos entre seus pares, à medida que os agentes realizam ajustes técnicos enquanto avaliam dados do mercado de trabalho e a publicação da ata do Fed.
O dólar à vista caiu 1,58%, cotado a R$ 5,4890 na venda. A divisa americana desvalorizou 11,2% em relação ao real no ano de 2025, apesar do avanço de 2,9% no mês de dezembro, que conteve as perdas.
Para Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, o ano de 2025 foi marcado pela recuperação de setores que estavam descontados, de papéis que vinha em uma queda forte nos últimos anos e que as empresas estavam entregando bons resultados.
Segundo a analista, o bom desempenho dos setores educacional e imobiliário se enquadram nesse cenário, além de se beneficiarem com a provável queda da Selic em 2026.
“Com o fim do ciclo de alta de juros aqui no Brasil, os investidores já começaram a olhar para alguns papéis que se beneficiam do movimento de queda da Selic, que ainda não começou, mas os investidores têm esse perfil de se antecipar ao movimento. Alguns incentivos fiscais também acabaram beneficiando os setores”, complementa.
Já Pedro Moreira, analista de investimentos da ONE Investimentos, lembra que o setor imobiliário é muito impactado pela taxa alta de juros, mas teve forte impulso pelo programa “Minha Casa, Minha Vida”.
Com cnn














