Novo IDEB revelado pelo MEC atesta fracasso e descaso com ensino básico de Maceió

Gestão municipal que não investe, e muito, em educação infantil, atenta contra o próprio futuro

O ex-prefeito João Henrique Caldas acumula motivos para se preocupar. Fora do cargo, vivendo a condição de ‘ex’, não tem mais o espaço e a autoridade de antes. E agora se vê diante de mais um motivo para crítica e apreensão: o novo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB – apresenta Maceió entre as piores capitais nesse quesito divulgado pelo Ministério da Educação.

Uma lástima. Para se ter uma ideia, no Nordeste, a capital alagoana é a penúltima colocada, ficando à frente apenas de Natal/RN. Lembrando: o Nordeste tem nove capitais, e Maceió é a oitava no IDEB.

O mais greve – situação indigesta para JHC – é a posição de Maceió aqui mesmo em Alagoas, cuja educação a cargo do governo do Estado avançou grandemente, conforme os números do MEC. Gravíssimo, o fracasso do ensino básico na capital, porque também empurrou para baixo o desempenho de Alagoas no cenário nacional.

Os dados oficiais do Ministério da Educação impressionam negativamente: nos anos iniciais do IDEB, Maceió ficou em 82° lugar entre os 102 municípios alagoanos. Ruim? Pois nos ano finais a capital administrada pelo então prefeito JHC despencou para o 90° lugar. O nome disso, em português claro e direto, é fundo do poço.

Sites nacionais como G1, UOL, Terra, CBN registraram o avanço de Alagoas e o péssimo desempenho de Maceió.

O ex-prefeito e os responsáveis pelo ensino, entre 2021 e 2026, vão dizer que o IDEB avançou em 2025. Verdade, mas verdade enganosa. Avançou, mas em relação ao próprio desempenho pífio, não quando comparado com o de cidades do interior alagoano e, ainda mais, de outros estados.

E o que isso mostra? Que JHC negligenciou, pecou feio em um setor que não admite erro. Hoje, deixar a educação em segundo plano é um desleixo injustificável.

Maceió merecia mais e melhor. Pintar asfalto e enfeitar praças, vá lá, desde que situando o ensino sempre em primeiríssimo lugar. Prioridade absoluta, e sabe por quê? Sem educação não se vai a lugar nenhum.

Aliás, a Constituição deveria exigir curso ou estágio para ensinar isso a certos prefeitos.

Sem educação, é um dado crucial, não tem saúde, não tem segurança, não tem emprego, não tem renda… Criança que cresce sem instrução não terá nunca como evoluir, como se defender nem como vencer na vida. Logo, quando se trata de gestão pública, educar  deve ser primazia e estar sempre em primeiro lugar. Urbanizar, embelezar, enfeitar, até vale, faz parte, mas vem depois.

Lamentavelmente, os dados do novo IDEB comprovam que, nos últimos cinco anos, faltou na Prefeitura de Maceió o mínimo de compromisso com a educação e, por conseguinte, com o futuro das crianças e da própria cidade.

E o preço disso, que todos acabam pagando, é sempre muito alto.

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