
Gozador inato, sem nenhuma vocação para o sério, Jair Messias Bolsonaro firmou-se mais como imitador barato de Donald Trump do que como político rasteiro que, pela via da saturação popular, virou presidente. A reedição improvável de um Collor descolorido.
Incapaz de fazer algo sério e útil, merecia não um Dark Horse milionário, mas um folhetim de rua contando suas memórias de plagiário compulsivo.
Com relevo para o aprendizado como discípulo do boss americano, de quem copiou a receita letal e repassou durante o morticínio da Covid:
▪️︎ Quem é da direita, toma cloroquina. Quem é da esquerda, toma Tubaína.
Receita cínica e fatídica servida como antídoto miraculoso, enquanto milhares adoeciam e pereciam induzidos pela ação sinistra e impune do Doutor Morte.
As memórias resumiriam o protagonismo do pai e dos filhos mostrando que todos têm algo em comum: o jeito próprio para dançar.
O Pai dançou duas vezes. A primeira, ensaiando a célebre Dancinha do Trump. E, logo depois, quando tramou a derrubada do governo eleito e atentou contra a democracia. Dançou abraçado à Papudinha apos o choque do veredito fulminante.
Não por coincidência, a dancinha do boss pegou outro vocacionado para a tirania: Nicolás Maduro, o déspota que também imitou o chefão da Casa Branca e acabou destituído e sequestrado na Venezuela. Mas essa é uma história alheia…
Em outro capítulo das memórias messiânicas, o primogênito ainda não dança, mas já ouve o som envolvente do irresistível xaxado.
Com o DNA e a imposição democrática do Pai, o Rachadinha interpreta um postulante à Presidência obcecado por reais. Milhões e milhões de reais lembrando a letra de uma velha canção popular: ‘Venham de onde vier’.
Está pronto e, quem sabe, preparado para dançar diante do operário criado sob o compasso do baião que Gonzaga consagrou e acabou lançando de Exu para o mundo.
As reminiscências falariam pouco ou nada do filho Carluxo, o mentalista sumido após o inflexível monitoramento dos federais, mas lembraria que o Dudu bocão, o irmão trânsfuga, conspirava contra o Brasil dentro dos EUA.
Percorrendo corredores sombrios, agia mancomunado com a direita sob às ordens do velho Trump, atentando contra os interesses do próprio país. Mas, mesmo fazendo o que bem intentava, vivia sob a mira implacável da Polícia Federal brasileira e jamais teve real motivo para rebolar na terra do rock.
E assim, no palco das memórias tortuosas e imorais, estaria descrita a Trindade formada pelo Pai golpista em cana, o Filho Rachatudo caminhando para o patíbulo final da rejeição popular e o Espírito Insano – mistura vil de traidor e vassalo – fugindo da justiça pátria no embalo das próprias diabruras.














