
O caso Master é uma bomba de alto poder destrutivo de imagens, narrativas e de posturas falaciosas de políticos da Direita, Esquerda e do chamado Centrão.
Mas, o mais importante é que está tudo aí para quem quiser ver; e quem apareceu para dizer que era mentira acabou desmascarado sem piedade.
O fundamental agora é que as investigações evoluam e “quem for podre que se quebre”.
Mas, em tudo isso uma diferença fica em evidência no processo de apuração. O governo Lula não tratou de impedir que a Polícia Federal (PF) realizasse o seu trabalho enquanto instituição responsável, a exemplo do que fez o governo anterior.
Assim, só para refrescar a memória:
Foi em reunião ministerial gravada em vídeo em abril de 2020, dentro do Palácio do Planalto, em meio a investigações da Polícia Federal sobre o caso das “Rachadinhas” no Rio de Janeiro, que Jair Bolsonaro disparou:
“Querem f* com minha família e eu não vou esperar foder a minha família toda ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final!
Enfim, o principal alvo da investigação era exatamente o filho Flávio Bolsonaro, envolvido no desvio de R$ 2 milhões dos salários dos assessores da Assembleia Legislativa (ALERJ), de acordo com apuração do Ministério Público.
E desta forma vários delegados da Polícia Federal foram trocados e punidos no governo passado, quando investigavam casos de corrupção que envolviam familiares e amigos do presidente.
A diferença real é que no governo atual a PF age com o rigor da lei. Tem autonomia para investigar sem ter seus passos minados pelo mandatário de plantão.
É exatamente isso que a maioria da sociedade espera. Os fatos devem ser apurados, relatados e julgados com imparcialidade. Os culpados – quem quer que seja – devem ser condenados sempre.
É o rito de uma democracia, que muita gente não respeita e quando os seus são flagrados no malfeito tratam logo de varrer a sujeira para debaixo dos tapetes palacianos.














