29 de julho de 2021Informação, independência e credibilidade
Brasil

Quem votou a favor R$ 5,9 bi do fundão foram os filhos do Bolsonaro, diz vice da Câmara

Deputado Marcelo Ramos diz que é típico de Bolsonaro e filhos não assumirem responsabilidades

Deputado Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados reage contra declarações de Bolsonaro

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL-AM), respondeu, neste domingo (18), às acusações do presidente Jair Bolsonaro de que ele seria o responsável pela aprovação do fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões para 2022, previsto dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Para Ramos, o presidente irá fugir de assumir capital político pelo texto da LDO.

Para Ramos, Bolsonaro esqueceu de dizer que quem votou a favor foram os próprios filhos dele,  Flávio e Eduardo

“Ele deveria é dizer que vai vetar, mas vai tentar arrumar alguém para responsabilizar também”, disse o parlamentar  “porque é típico dele e dos filhos correr das suas responsabilidades e obrigações.”

Ramos ainda disse que, se depender do presidente da República, “ele [Bolsonaro] não é responsável por nenhuma das mais de 530 mil pessoas mortas na pandemia, nem por 15 milhões de desempregados, nem por 19 milhões de brasileiros com fome e nem mesmo pela escandalosa tentativa de roubo na compra de vacinas.”

Em um vídeo, Ramos diz estar no interior do Amazonas e chamou os comentários presidenciais de “palavras ao vento”: “Ainda vale a pena lembrar que eu não voto na matéria porque eu presidi a sessão. Quem votou a favor foram os filhos dele, tanto na Câmara quanto no Senado”, rebateu. “Essas palavras ao vento não vão transferir responsabilidades. Assuma as suas.”

O comentário veio como resposta à fala de Bolsonaro, dada na porta do hospital Vila Nova Star, onde teve alta na manhã deste domingo. O presidente se mostrou contrário à proposta, mas disse que sua base apoiou a aprovação do texto pelo fato de a LDO ser mais importante que este destaque.

Bolsonaro evitou dizer se vetará o texto, mas disse que seguirá o sua consciência e a economia para “dar um bom final pra isso tudo daí.”