9 de março de 2021Informação, independência e credibilidade
Alagoas

Renan Filho anuncia abertura de mais 70 leitos de UTI para Covid-19 em Alagoas

Renan Filho afirmou que o Governo está finalizando a licitação para que a estrutura do Hospital de Campanha esteja disponível caso necessário

O governador Renan Filho anunciou, nesta sexta-feira (19), que o Estado vai abrir mais 70 leitos de UTI para atender casos da Covid-19 em Alagoas. Foto: Márcio Ferreira

O governador Renan Filho anunciou, nesta sexta-feira (19), durante entrevista coletiva no Palácio República dos Palmares, que o Estado vai abrir mais 70 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para atender casos da Covid-19 em Alagoas. Segundo ele, as novas vagas estarão disponíveis até o final de março em hospitais da rede estadual, filantrópica e privada contratualizadas.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI chegou a 64% nesta sexta-feira (19).

“Alagoas vai pular de 230 leitos para 300 leitos de UTI. Isso vai ajudar a reduzir a ocupação nesse momento e preparar melhor o Estado para adiante, se houver o crescimento de casos”, justificou o governador, ressaltando a importância da manutenção dos cuidados por parte da população para evitar o contágio, como manter o distanciamento social, usar máscaras de proteção e higienizar as mãos.

Renan Filho afirmou que, se houver necessidade, o Hospital de Campanha será reinstalado no bairro do Jaraguá. O Governo já está finalizando a licitação para que a estrutura esteja disponível para montagem. O local foi desativado em setembro do ano passado, diante da queda do número de casos ativos da Covid-19 em Alagoas e da diminuição da taxa de ocupação de leitos, à época.

“Não vamos montá-lo novamente no momento. A gente tem disponibilidade de leitos clínicos ainda com tranquilidade, mas, se houver necessidade, montaremos novamente, como eu disse lá atrás, quando desmontamos”. Renan Filho.

Nesta sexta-feira (19), a rede hospitalar instalada para atender os casos da Covid-19 em Alagoas registra taxa de ocupação de 46% dos leitos clínicos.

Aulas e vacinas

Renan Filho concedeu entrevista coletiva ao lado dos secretários de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, e da Educação, Fábio Guedes. Eles trataram da volta às aulas na rede pública de ensino e do impasse gerado entre o governo federal e o Instituto Butantan, depois de o Ministério da Saúde anunciar, na quinta-feira (18), que precisará rever a distribuição das doses das vacinas contra a Covid para o mês de fevereiro.

Após garantir, na quarta-feira (17), em reunião com os governadores, a entrega de 11,3 milhões de doses de imunizantes para os estados em fevereiro, o Ministério da Saúde informou, no dia seguinte, que precisaria rever a distribuição.

De acordo com a pasta, a mudança é necessária porque recebeu ofício do Instituto Butantan com a informação de que terá somente 30% dos imunizantes previstos em contrato para fevereiro, totalizando apenas 2,7 milhões de doses.

Já o Butantan culpou o “desgaste diplomático” entre o governo federal e a China pelo atraso na entrega dos insumos para produção da vacina CoronaVac ao Ministério da Saúde. Em nota, o Instituto alega que “o Ministério da Saúde omite a briga com a China” e “ignora fatos” ao atribuir-lhe o atraso.

Para o governador e o secretário de Estado da Saúde, a diminuição no quantitativo de vacinas que seriam fornecidas vai tornar mais lento o calendário de imunização previsto para fevereiro.

“Problemas de lado a lado, versões de lado a lado, mas o fato é que não temos a quantidade de vacina necessária para imunizar o nosso povo dentro do prazo”, lamentou Renan Filho, que pediu aos governadores que reabram o canal de diálogo com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para que as questões contratuais e de entrega dos imunizantes sejam devidamente esclarecidas.

“Não adianta ter contrato assinado, cronograma baseado em contrato, sem a devida entrega na data certa”, ponderou.

Alexandre Ayres disse que recebeu a notícia do Ministério da Saúde com surpresa. E cobrou transparência. “Isso traz para a gente uma preocupação muito grande. Não temos tratamento precoce, não existe tratamento com eficácia comprovada que não seja a imunização. Temos cobrado do Ministério uma maior clareza. O que está faltando é um pouco de transparência”, declarou.