
O segurança Davi Santos Machado, um dos presos pela morte de Cláudio Rafael Landeiro, compareceu à 12ª Delegacia de Polícia, em Copacabana, na segunda-feira (17), utilizando a própria bicicleta da vítima. Imagens de câmeras de segurança, obtidas pelo UOL, mostram o suspeito trafegando na rua da unidade policial e passando em frente a viaturas antes de entregar o objeto às autoridades.
Davi estava com a bicicleta desde o dia do espancamento, em 11 de agosto, quando a tomou de Cláudio sob a suspeita de que ele a tivesse roubado. O veículo, que pertence a uma das irmãs da vítima, permanece apreendido na delegacia. O delegado Ângelo Lages afirmou que a equipe só descobriu a situação ao revisar as gravações.
No primeiro depoimento, o segurança negou envolvimento nas agressões, alegando que apenas abordou a vítima, pegou a bicicleta e desferiu um soco em seu braço. Ele afirmou que outros homens, um grupo de entregadores, chegaram depois e o levaram para a Rua Pedro de Oliveira, onde não saberia o que ocorreu. Após a polícia localizar imagens do linchamento, no entanto, Davi admitiu ter dado mais de 30 pauladas em Cláudio e confessou a participação após ver sua mãe passar mal ao saber do caso.
Quatro suspeitos estão presos até o momento. Além de Davi, foi detido o segurança Jorge Luiz Ricardo Dias, que participou da abordagem mas não há indícios de agressão direta. Dois entregadores, Felipe Eduardo dos Santos (que confessou) e Ailton José da Silva (que ficou em silêncio), também foram capturados. A polícia busca um quinto homem, identificado em vídeos como autor de um chute na cabeça da vítima.
Cláudio Rafael Landeiro, que tinha transtornos psicológicos e fazia acompanhamento profissional, morreu no Hospital Municipal Miguel Couto devido a traumatismo craniano e hemorragia interna. Parentes afirmam que ele não tinha antecedentes criminais e era conhecido como “Bart” em Botafogo, onde vivia com a mãe e duas irmãs. Imagens mostram a vítima saindo de casa com a bicicleta por volta das 22h30 do dia 11 de agosto. A mãe dele declarou que o filho “saiu de casa para ser morto” e que os agressores não ficarão impunes.














