25 de maio de 2022Informação, independência e credibilidade
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Trairagens e rasteiras causam azedume nas relações políticas de lideranças alagoanas

Nesse imbróglio há feridas abertas que não se curam com placebos, nem com sal grosso.

Há um certo azedume nos dias hoje nas relações políticas entre novos e velhos companheiros da política alagoana, dentro da disputa pelo poder ou até mesmo fatias dele.

Até o dia 1º de abril, prazo em que a janela partidária permanece aberta para a troca de partidos, a situação tende a ficar ainda mais tensa, principalmente entre os candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa.

Os sonhos de arrumação atingem a todos os partidos. E nesse campo vale, para eles, chute na canela e caras feias por todos os lados. Assim, as traições e puxadas de tapetes passam a ser naturais dentro desse cenário que os atores principais chamam de “articulações”

Por exemplo:

O ex-deputado federal João Caldas conversou com meio mundo de gente, inclusive o PT, para viabilizar-se como candidato a federal pelo PSB, que ensaiava uma federação com o partido do ex-presidente Lula.

O PSB aqui é comandado pelo prefeito JHC, que é filho de Caldas. Este, anunciou nesta sexta-feira, 25 de março, que agora é candidato pelo União Brasil (UB), partido que abriga bolsonaristas convictos.

Caldas será assim um comandado de Alfredo Gaspar, que abandonou o time do governo estadual, a quem esteve servindo, e recebeu o comando da UB do deputado federal Arthur Lira (PP), que por sua vez é inimigo dos Calheiros.

Lira, inclusive, tomou o UB das mãos do presidente da Assembleia, Marcelo Vitor, de quem ele era aliado.

Vitor, então, partiu para os braços do MDB, controlado pelo senador Renan Calheiros e pelo filho governador, também candidato ao Senado.

O deputado Sérgio Toledo, que estava no PL, partido de Jair Bolsonaro, viu a situação pesando para o seu lado e também pulou fora da legenda. Hoje namora com o grupo palaciano da praça dos Martírios. Mas, está indeciso entre o MDB e o solidariedade. Sendo que neste último caso teria que montar uma chapa forte para se reeleger.

E para onde vai Marx Beltrão, cujo PSD que comandava passou a ser controlado pelo candidato ao governo do Estado, Rui Palmeira?

Hoje, dizem, que o deputado do litoral sul estaria mais inclinado a compor com o grupo de Lira

Há muito mais gente correndo atrás do prejuízo e levando rasteiras nas caladas da noite. E rasteiras de caras ditas inocentes que navegam em qualquer dilúvio.

Sem falar no senador Collor que já mandou avisar pelas redes sociais: “Não mexam com o meu silêncio”!

Enfim, o certo é que os bastidores dessas histórias são tensos e há feridas abertas que não serão curadas com placebos.

E muito menos com sal grosso.