Trump volta a provocar o Brasil com artigo que cita eleição este ano como um desafio político

Presidente dos Estados Unidos compartilha artigo que aponta pleito brasileiro como "o mais importante do hemisfério"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a citar o Brasil em suas manifestações públicas ao compartilhar, nessa terça-feira, trechos de um artigo que trata a eleição presidencial deste ano como uma disputa decisiva para os rumos políticos da América Latina.

A publicação foi feita na rede Truth Social, que pertence ao republicano. Em menos de uma semana, essa é a terceira vez que ele provoca o governo brasileiro.

O texto compartilhado por Trump é do colunista político John Gizzi, correspondente da Casa Branca para o site norte-americano Newsmax. A análise parte de uma sequência recente de eleições na América Latina para sustentar a tese de que há uma reorganização do campo político na região, com fortalecimento de lideranças alinhadas a pautas conservadoras e maior aproximação com os Estados Unidos.

Segundo o artigo, esse movimento já teria reflexos em países como Colômbia e Peru, citados como exemplos de uma mudança de orientação política no continente. No domingo, Abelardo de la Espriella (Defensores de la Patria), venceu as eleições na Colômbia.

“Com a vitória de De la Espriella sobre o candidato de esquerda Ivan Cepeda e a saída do presidente socialista Gustavo Petro, a Colômbia se torna a oitava nação latino-americana em sete anos a trocar uma liderança de esquerda por um governo de centro-direita assumidamente favorável a Trump”, escreveu o colunista.

Ele afirma que tanto a Colômbia quanto o Peru atuam dentro da linha ideológica e de interesses de Trump, que luta por segurança nas fronteiras e pelo antissocialismo.

“Juntas, as eleições na Colômbia e no Peru representam as mais recentes vitórias de um movimento regional crescente que abraçou muitos dos temas associados ao presidente Donald Trump: lei e ordem, nacionalismo econômico, segurança de fronteiras, antissocialismo e resistência aos sistemas políticos estabelecidos”, diz.

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