
A pandemia do coronavírus levou os microempreendedores individuais (MEIs) a registrar em março de 2020 a maior taxa de calotes no pagamento de impostos ao governo.
Dos quase 10 milhões de empresários registrados nessa categoria naquele mês, 59,3% não pagaram o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), conforme dados da Receita Federal.
A taxa registrou uma alta de 9,25 pontos percentuais em relação a fevereiro e é a maior desde o início da série histórica, que começou em janeiro de 2018.
O pior resultado até então havia sido registrado em janeiro de 2018, quando 58,8% dos microempreendedores não pagaram a contribuição ao governo.
Em março de 2019, a taxa de calote chegou a 47%. O microempreendedor individual fatura anualmente até R$ 81 mil e paga contribuições mensais que variam de R$ 53,25 a R$ 58,25, de acordo com o setor de atividade.
Os impostos pagos em março pelos MEIs se referem a fevereiro. Com a pandemia, o governo adiou o pagamento das contribuições dos microempreendedores que venciam em abril, maio e junho para outubro, novembro e dezembro, respectivamente.
Dados mostram que a crise econômica decorrente da pandemia do coronavírus afetou os microempreendedores a partir de março. Com queda no faturamento, muitos deixaram de pagar os impostos.














