
O governo brasileiro pretende usar a retomada das negociações comerciais com os Estados Unidos, marcada para segunda-feira (31), como estratégia para blindar as eleições de outubro contra uma eventual ingerência institucional do governo Donald Trump. Embora não espere um acordo sobre as tarifas de 25% e 12,5% impostas em julho antes do pleito, o Planalto quer arrastar o processo ao longo de setembro para congelar ações hostis de Washington.
A retomada do diálogo ocorreu após um telefonema entre Lula e Trump, no qual o brasileiro classificou as tarifas como “injustificadas”. O governo não acredita em um “presente” do republicano antes da eleição. Paralelamente, há preocupação com o Departamento de Estado, sob Marco Rubio, e com o uso de big techs para desestabilização política, incluindo o impulsionamento de desinformação por perfis falsos próximos ao pleito.
O governo estima que as plataformas seriam grandes perdedoras com a reeleição de Lula, que poderia regulamentar redes e bets. O ativismo de Elon Musk também é monitorado, assim como o risco de operações de desinformação em momentos finais, que inviabilizariam investigações.













