
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva antecipou-se à celebração e assumiu o protagonismo ao receber a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, para uma reunião no Rio de Janeiro. O encontro entre eles, no Palácio do Itamaraty, foi interpretado como uma forma de destacar a preponderância do Brasil nas negociações.
Exceto no governo de Jair Bolsonaro, em 25 anos de negociações, os maiores esforços para que o acerto entre os dois blocos saísse foram nas presidências de Lula e de Dilma Rousseff.
Lula fez questão de destacar que o Brasil é o grande fiador do acordo, uma vez que países como Argentina (com Milei) e Uruguai (com o ex-presidente Lacalle Pou) em vários momentos demonstraram desinteresse em que Mercosul e UE se acertassem.
Outro é que, por causa desse descaso, a assinatura do acordo não foi celebrada na presidência brasileira do Mercosul, encerrada em dezembro do ano passado. A cerimônia chegou a ser convocada para coincidir com a cúpula do bloco, mas foi adiada após novos entraves impostos por países como a França e a Irlanda.
O acordo
O tratado recebeu aval de ampla maioria dos 27 países da União Europeia e será firmado no teatro José Asunción Flores, no Banco Central paraguaio, o mesmo local onde, em 1991, foi assinado o Tratado de Assunção, marco fundador do Mercosul, hoje integrado por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai.














