Alagoas registra redução de 23% nos crimes violentos e 29,3% na Capital

Ao apresentar números, governador Renan Filho criticou decreto que libera armas de fogo à população
Balanço dos homicídios registrados em Alagoas no mês de maio foi apresentado nesta sexta (7). Márcio Ferreira

O governador Renan Filho, acompanhado da cúpula da segurança pública de Alagoas, divulgou em entrevista coletiva os dados referentes à violência em Alagoas. E se comparado com o mesmo período do ano passado, houve uma redução no número de Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLI) até maio de 2019.

Foram registrados 528 homicídios em Alagoas nos primeiros 5 meses do ano, ou 23,4% menos se comparado com 2018 (naquele ano foram 690 mortes violentas). Ele destacou o fato de que, em 2011, o mais violento da série histórica, foram registrados 1047 homicídios.

“Temos chance de cair para menos de 100 homicídios ao ano”. Renan Filho, governador de Alagoas.

A capital Maceió foi responsável por 158 dos homicídios registrados em 2019, contra 222 do ano passado, uma redução de 29,3% – antes disso, em 2017 o registro foi de 321 assassinatos

Outros números também apresentaram redução, como o total de assaltos à transportes coletivos. Em maio foram 7 registrados, contra 33 no ano passado. Em todo ano, foram 50, contra 170 nos primeiros cinco meses de 2018, uma redução de mais de 70%.

Bolsonaro

Somente em 2019, 664 armas foram apreendidas, 20 a mais se comparado ao mesmo período de 2018. E Renan Filho se mostrou, mais uma vez, contrário aos decretos de Bolsonaro sobre a liberação da posse e do porte de armas. Segundo o governador, tal a medida vai de encontro aos esforços para reduzir a violência.

“Eu sou contra liberar porte de arma para o cidadão de maneira geral, liberar fuzil. Essa não é a política correta, caminha na direção contrária do que o mundo tá fazendo”. Renan Filho.

Aproveitando o momento, ele também se declarou contrário às medidas que permitem crianças sem cadeirinha e até mesmo o fim de exames toxicológicos para motoristas das classes C, D e E.

“Vi permitir que criança não ande em cadeirinha e não vai multar o pai por isso, vai abolir o exame toxicológico para caminhoneiros, motoristas de transportes escolares? Isso é outro grande absurdo”. Renan Filho.

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