Apenas familiares e advogados: Juíza barra visitas para Lula na prisão

Além de Dilma e Gleisi, houve pedidos que iam do vereador paulistano Eduardo Suplicy ao prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel e O presidenciável Ciro Gomes (PDT)

A juíza Carolina Lebbos barrou, nesta segunda-feira (23), todos os pedidos de visita ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e não autorizou a entrada de uma comissão de deputados para vistoriar a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o petista está detido desde 7 de abril.

Apenas familiares são autorizados a visitar os detentos, sem prejuízo do acesso aos advogados. Entre os pedidos, havia solicitações da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e da senadora Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Dilma chegou à Superintendência da PF para tentar visitar o colega de partido mesmo após a decisão da Justiça. De acordo com a juíza, não há ilegalidade na decisão. “Analisa-se, no caso em exame, limitação de cunho geral relativa a visitas na carceragem da superintendência. Apenas familiares são autorizados a visitar os detentos, sem prejuízo do acesso aos advogados”.

Além de Dilma e Gleisi, também houve pedidos que iam do vereador paulistano Eduardo Suplicy ao prêmio Nobel da Paz de 1980 Adolfo Pérez Esquivel. O presidenciável Ciro Gomes (PDT) e o presidente de seu partido, o ex-ministro Carlos Lupi, também desejavam ver Lula.

Outro lado

A advogada Tania Mandarino, que fez o pedido para visita de Esquivel, avalia que a decisão da juíza é “o cumprimento da segunda pena de Lula”. “A primeira é pela Lava Jato. A segunda, por ser Lula”.

Ela promete recorrer da decisão “até esgotar as instâncias brasileiras e iremos às cortes internacionais”. “Até à Lua se preciso for. O Judiciário não se imporá como ditador sem desconforto”.

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