
O comércio entre Brasil e China avançou de forma expressiva no primeiro semestre, ampliando ainda mais a importância do país asiático para a economia brasileira.
Entre janeiro e junho, a corrente comercial bilateral cresceu 28,2% e alcançou US$ 106,7 bilhões, impulsionada tanto pelo aumento das exportações brasileiras quanto pela expansão das importações de produtos chineses.
China amplia peso no comércio brasileiro
A relação comercial com a China gerou para o Brasil um superávit de US$ 22,9 bilhões no primeiro semestre, confirmando o papel central do mercado chinês na geração de divisas para a economia brasileira.
O resultado evidencia não apenas o volume das vendas brasileiras ao país asiático, mas também a complementaridade entre as duas economias. A China continua sendo uma grande compradora de produtos brasileiros, ao mesmo tempo em que fornece máquinas, equipamentos, componentes eletrônicos e bens industriais essenciais para diferentes setores produtivos.
A expansão de 28,2% reforça uma tendência observada ao longo dos últimos anos: a China consolida-se como o principal parceiro comercial do Brasil e amplia sua relevância em áreas estratégicas, como infraestrutura, energia, tecnologia, agricultura e indústria.
Comércio com os EUA encolhe
No sentido oposto, a corrente comercial entre Brasil e Estados Unidos caiu 12,8% no primeiro semestre, para US$ 36,4 bilhões.
As exportações brasileiras ao mercado norte-americano recuaram 12,5%, enquanto as vendas dos Estados Unidos ao Brasil diminuíram 13%. O resultado foi um déficit comercial de aproximadamente US$ 1,5 bilhão para o Brasil.
A diferença em relação à parceria com a China é significativa. Enquanto o comércio sino-brasileiro cresce e gera elevado superávit, as trocas com os Estados Unidos diminuem e produzem resultado negativo para o lado brasileiro.
O desempenho contrasta diretamente com a evolução das trocas entre Brasil e Estados Unidos, que recuaram no mesmo período, em meio ao agravamento das tensões políticas e comerciais promovidas pelo governo do presidente norte-americano, Donald Trump.
Com Brasil247














