
Para “tratar de assuntos particulares”, o ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro se afastará do cargo na próxima semana. Vale lembrar que este pedido foi feito durante a nova leva de mensagens da Vaza Jato, que mostram o então ex-juiz e procuradores da força-tarefa da Lava Jato interferido em investigações.
O período de afastamento do ministro se dará de 15 a 19 de julho. O despacho presidencial que autoriza a licença de Moro está publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta segunda-feira, dia 8, sem mais informações sobre os motivos da decisão.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública explicou, por meio de sua assessoria, que o afastamento de Moro se trata de uma licença não remunerada prevista em lei.
“Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então, está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990”. Assessoria de Sergio Moro.
Apesar das denúncias, segundo um auxiliar da pasta, a licença já estava sendo planejada desde que o ministro assumiu, e não tem a ver com o cenário atual de pressão da Vaza Jato.

Vaza Jato
Como havia sugerido, mas provavelmente não esperava, o The Intercept Brasil resolveu atender o ministro Sergio Moro e compartilhou os diálogos vazados no Telegram. E junto com a Folha de São Paulo, a Veja também já realiza materiais inéditos.
Não fosse o bastante, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deixou escapar que o ministro Sergio Moro lhe deu acesso privilegiado a dados do inquérito sobre os laranjas do PSL.
Bolsonaro afirmou que Moro enviou uma cópia do que foi investigado pela Polícia Federal. Não só isso: ele foi além e abriu o bico dizendo que mandou um assessor ler, pois estava sem tempo.
Sem se dar por satisfeito, o presidente “determinou” a Moro que “determinasse” à PF que “investigue todos os partidos” com problemas semelhantes. Ele foi claro ao instruir o ministro, chefe da Polícia Federal, a não investigar o PSL.














