Brasil tem a primeira mulher negra na Academia Brasileira de Letras

A escritora mineira Ana Maria Gonçalves tomou posse, logo após participar da 11ª Bienal Internacional do Livro, em Maceió

Pela primeira vez em sua história, o Brasil tem uma mulher negra na Academia Brasileira de Letras. A escritora Ana Maria Gonçalves tomou posse na cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras (ABL), na sexta feira, 7, no Rio de Janeiro.

A escritora teve sua Um Defeito de Cor, eleito como um dos principais livros para se entender o Brasil.  A cerimônia de posse foi realizada no Petit Trianon, na sede da ABL.

Ana Maria Gonçalves é a primeira mulher negra a integrar a ABL em 128 anos de existência da instituição e também a mais jovem do atual quadro de imortais. Esta semana, a escritora esteve em Maceió, participando da 11ª Bienal Internacional do Livro de Alagoas.

Na cerimônia de posse na ABL, Ana Maria Gonçalves foi recebida pela acadêmica Lilia Schwarcz e ganhou o colar da acadêmica Ana Maria Machado e o diploma do Acadêmico Gilberto Gil.

Quem é

Ana Maria Gonçalves sucede o professor, gramático e filólogo brasileiro Evanildo Bechara, que faleceu em maio deste ano. Ela nasceu em Ibiá, em Minas Gerais, em 1970. É roteirista, dramaturga e professora de escrita criativa e sócia-fundadora da empresa Terreiro Produções.

Ana Maria é autora de Ao lado e à margem do que sentes por mim e Um defeito de cor, ganhador do prêmio Casa de Las Americas (Cuba, 2007) e eleito um dos principais livros para se entender o Brasil.

O livro levou cinco anos para ser concluído, sendo dois anos de pesquisa, um de escrita e dois de reescrita. Em 2024, foi enredo da Escola de Samba Portela.

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