26 de outubro de 2020Informação, independência e credibilidade
Maceió

Candidata a prefeita de Maceió acusa Unicompra de crime de racismo

Lenilda Lua acusa prisão ilegal e diz que Unicompra é responsável pelo ato de racismo

Solidária a jovem negro, Lenilda Lua acusa Unicompra de racismo

A prisão ilegal de um adolescente negro por parte de seguranças do supermercado Unicompra, na Ponta Verde, foi denunciada pela candidata a prefeita de Maceió, Lenilda Luna (UP) – a Lua – como um ato de racismo.

Em sua conta no Instagram, a candidata cravou a hastag “#UnicompraRacista” e declarou que ninguém pode ser criminalizado pela cor da pele. Lenilda Luna no Instagram_ “Toda solidariedade ao adolescente Fascitas não passarão! #UnicompraRacista”

Lenilda descreve a ação dos seguranças como um ato de perseguição, considerando que o adolescente chegou a ser acusado de roubar a própria bicicleta.

O caso foi denunciado à polícia pela família do jovem. Segundo a candidata, o Unicompra é responsável pela ação dos seguranças que por isso “precisa responder pelo crime de racismo”.  A candidata declarou ainda que ninguém pode calar diante de “absurdo desses”.

Adolescente vítima de racismo.

O fato – O caso ocorreu nesta quinta-feira, 17. O adolescente negro de 17 anos registrou uma denúncia contra dois seguranças do supermercado, localizado no bairro da Ponta Verde, em Maceió, após se sentir vítima de injúria racial. O menor relatou que, após sair do estabelecimento, foi abordado ao chegar na Praça do Skate. Ele relata que os seguranças o acusaram de roubar um bicicleta e lanches.

-Vieram dois seguranças, um armado e o outro que puxou minha camisa, me chamando de ladrão. Já chegaram dizendo: ‘E aí, neguinho, vamos [com a gente], que você roubou’. Eu não oferecia risco algum para ninguém, e mesmo assim eles sacaram a arma. O segurança olhou para a cara do meu amigo, de pele clara, e mandou ele embora. Foi injúria racial com a minha cor”. – Disse o jovem.

Ele declarou que os seguranças sequer se interessaram em ver a nota fiscal que estava no bolso dele. “Me conduziram até o estabelecimento novamente, o local estava lotado, todo mundo me olhando torto. Isso foi muito constrangedor”, lamentou.

A denúncia foi registrada pelo adolescente, acompanhado do pai e da advogada, no 2º Distrito Policial da Jatiúca. A investigação vai ser encaminhada para a Delegacia de Crimes contra a Criança e o Adolescente.

 

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