
O Grupo Casas Bahia protocolou pedido de recuperação judicial na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo neste domingo (16), com passivos de R$ 17,3 bilhões.
A decisão, aprovada pelo conselho de administração e pelo acionista controlador, foi motivada pela deterioração das condições econômico-financeiras da companhia, agravada pelos juros elevados, pela restrição ao crédito e pela pressão sobre o consumo.
Dos R$ 17,3 bilhões em dívidas, R$ 16,4 bilhões correspondem a débitos com credores quirografários, ou seja, sem garantias. O passivo também inclui R$ 754 milhões em obrigações trabalhistas e R$ 154 milhões em dívidas com micro e pequenas empresas. A companhia afirma que manterá as operações normalmente durante o processo, sem interrupções relevantes para os consumidores.
O plano de reestruturação prevê o fechamento de 298 lojasm o equivalente a 29% das 1.034 unidades do grupom e a demissão de cerca de 2 mil funcionários, segundo o Sindicato dos Comerciários de São Paulo. A varejista registrou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no último trimestre, impactado principalmente por efeitos contábeis não recorrentes de R$ 9,1 bilhões.
A empresa já havia passado por uma recuperação extrajudicial em 2024, quando renegociou R$ 4,1 bilhões em dívidas. Uma tentativa posterior de captação de recursos com investidores internacionais não se concretizou.














