Chance de El Niño muito forte no fim do ano sobe para 81%, aponta agência dos EUA

Noaa prevê fenômeno intenso entre outubro e dezembro; evento pode ser um dos maiores desde 1950 e deve impactar clima no Brasil

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) dos Estados Unidos elevou para 81% a probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A previsão, divulgada na quinta-feira (9), representa um aumento em relação ao dado de junho, que indicava 63% de chance de um evento intenso entre novembro de 2026 e janeiro de 2027. A agência confirmou o início do fenômeno no mês passado.

A Noaa afirma que o El Niño se intensificou no último mês e estima que o evento deste ano pode ser um dos mais intensos desde o início dos registros, em 1950. Um El Niño muito forte significa um aquecimento igual ou superior a 2°C das águas superficiais do Pacífico equatorial em comparação à média histórica. A agência também projeta que o fenômeno deve durar até o início do outono de 2027.

Segundo o meteorologista Tércio Ambrizzi, diretor do IEA-USP, o fenômeno favorece a intensidade de eventos climáticos em regiões sensíveis à mudança de circulação atmosférica e também contribui para o aumento de ondas de calor, em um cenário já agravado pelo aquecimento global. No Brasil, o El Niño tende a provocar seca no Norte, Nordeste, Centro-Oeste e parte do Sudeste, e mais chuvas na região Sul. Assim, a nova previsão aumenta as chances de um verão excepcionalmente quente em grande parte do país.

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