Com 3 mil nomes diferentes, ‘penduricalhos’ custam R$ 20 bilhões/ano aos Três Poderes

Segundo a Transparência Brasil, Ministério Público e Judiciário têm o maior número de penduricalhos e auxílios

Dados do Portal da Transparência revelam que pagamentos de “penduricalhos” nas folhas salariais dos Três Poderes da República somam até R$ 20 bilhões por ano.

Segundo matéria publicada pelo Globo, apenas nos contracheques dos servidores do Judiciário e do Ministério Público, em todas as esferas e ramos, há cerca de 3 mil nomes diferentes para os benefícios.

Os benefícios também foram listados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, que apontou casos considerados, no mínimo duvidosos,  como “auxílio-peru”,  “auxílio-iPhone” e “auxílio-panetone”, criados como brechas para elevar os supersalários para além do teto constitucional.
De acordo com as informações, o pente-fino considerou as mínimas diferenças entre os nomes, até mesmo o uso ou não do hífen, mas são tantas ocorrências que os pesquisadores agregaram tudo em categorias. Ainda assim, ficaram em torno de 60 categorias de penduricalhos, como revelou Cristiano Pavani, coordenador de projetos da Transparência Brasil.
Além disso, o levantamento ainda mapeou a quantidade de auxílios, também considerados como destaques. O levantamento encontrou 11: auxílio-alimentação, bolsa-estudos, creche, educação, funeral, moradia, mudança, natalidade, saúde, telefone e transporte.
Ainda segundo Pavani, gestor da Transparência Brasil, a falta de uma regulamentação nacional permite uma “corrida viciosa” entre órgãos públicos para criar penduricalhos inventados em outras carreiras:

Notadamente, o Judiciário e o Ministério Público puxam a fila dos supersalários, competindo entre si para ver quem ganha mais. E aí tem uma corrida viciosa, que traz ônus para a sociedade: quando um penduricalho é criado no Ministério Público, o Judiciário corre e replica, e assim sucessivamente. – Diz Cristiano Pavani, em O Globo.

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