
A CPMI do INSS iniciou nesta sexta-feira (27) a leitura e análise do relatório final apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), que propõe o indiciamento de 212 pessoas, entre elas Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O documento, com 4,4 mil páginas, será votado neste sábado (28), último dia de funcionamento do colegiado, após o STF derrubar sua prorrogação.
O relator afirma que “está provado que o dinheiro roubado de aposentados e pensionistas foi utilizado em benefício de Lulinha para a aquisição, por Careca do INSS, de passagens de primeira classe em voos internacionais, bem como hospedagens de luxo em países europeus”. O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, também está na lista de indiciamentos.
Entre os nomes propostos estão ainda o senador Weverton Rocha (PDT-MA), o ex-ministro da Previdência Carlos Lupi (PDT) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Sobre Weverton, Gaspar afirma que o parlamentar teve “atuação estratégica como liderança política e suporte institucional da organização criminosa”. Para Lupi, o pedido baseia-se em “omissão deliberada, prevaricação e blindagem política de agentes criminosos” no INSS.
O relatório também menciona relações de Vorcaro com o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e o presidente do União Brasil, Antônio Rueda, além do uso de um jatinho do banqueiro pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG).
As propostas de indiciamento, se aprovadas, serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR). O PT e partidos aliados devem pressionar contra o parecer e planejam apresentar relatório paralelo, com foco em indiciamentos de pessoas ligadas à direita no esquema de fraudes do INSS e no caso do Banco Master.














