
A defesa de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula, afirmou que a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigá-lo foi recebida com “perplexidade”. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, em entrevista ao UOL News, disse que há grupos dentro da PF “tentando interferir” na eleição e que a investigação remete a práticas da Lava Jato.
Carvalho classificou o procedimento como “pesca probatória” (fishing expedition) e afirmou que, se Lulinha não fosse filho do presidente, o inquérito anterior já estaria arquivado. Ele disse que o sigilo bancário do cliente foi quebrado há meses e “vazou de forma criminosa”, sem que nada fosse encontrado. O advogado lançou um desafio para que a PF apresente qualquer movimentação financeira que relacione Lulinha às investigações do INSS.
Sobre as suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde, Carvalho afirmou que o cliente “não falou com ninguém de lá” e que não há provas. Lulinha mora na Espanha, mas se comprometeu a vir ao Brasil se houver necessidade de depoimento presencial. O colunista Walter Maierovitch, também no UOL News, afirmou que há indícios que justificam a investigação, mas questionou a competência do ministro André Mendonça, já que Lulinha não tem foro privilegiado.














