Desemprego atinge menor patamar histórico

IBGE também registra recordes no número total de ocupados, na formalização e na massa de rendimentos, com aumento salarial em vários setores

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, conforme dados da Pnad Contínua divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este é o menor índice desde o início da série histórica, em 2012. No período, 5,6 milhões de pessoas estavam desocupadas, uma redução de 300 mil em relação ao trimestre anterior.

Principais destaques do mercado de trabalho:

  • Recorde de Ocupação: O número total de pessoas trabalhando atingiu 103 milhões, um aumento de 1,1 milhão em comparação com o mesmo trimestre de 2024.

  • Formalização em Alta: O contingente de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado manteve seu recorde, com 39,4 milhões de trabalhadores formais.

  • Queda na Subutilização: A população subutilizada (que inclui desempregados, subocupados e força de trabalho potencial) caiu para 15,4 milhões de pessoas, o menor número desde o final de 2014. O índice de subutilização é de 13,5%.

Rendimentos e Massa Salarial Batem Recorde:

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores alcançou um novo pico, chegando a R$ 3.574. Combinado com o maior número de pessoas ocupadas, esse valor elevou a massa de rendimentos real habitual a R$ 363,7 bilhões. Esse montante representa um crescimento de 5,8% (R$ 19,9 bilhões a mais) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

  • Destaques por Setor (variação anual): Os maiores ganhos salariais reais ocorreram na agricultura e pecuária (7,3%), construção (6,7%), informação, comunicação e atividades financeiras (6,3%), serviços domésticos (5,5%) e administração pública (4,2%).

Setores que Geraram Empregos:

Na comparação com o trimestre anterior, o principal destaque foi o grupamento que inclui administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que gerou 492 mil novas vagas (alta de 2,6%). Os demais setores ficaram estáveis.

Em relação ao mesmo trimestre de 2024, a ocupação cresceu em duas áreas:

  • Transporte, armazenagem e correio: aumento de 222 mil pessoas (3,9%).

  • Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais: aumento de 1 milhão de pessoas (5,6%).

Adriana Beringuy, coordenadora da pesquisa no IBGE, afirmou que “as ocupações associadas às atividades de serviços de educação e saúde foram as que mais contribuíram para a expansão da ocupação no trimestre”. Em contrapartida, o setor de serviços domésticos registrou uma queda de 357 mil trabalhadores ocupados na comparação anual.

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