26 de junho de 2022Informação, independência e credibilidade
Brasil

Dilma responde General que a acusou de destruir Inteligência Nacional

Ex-presidente disse que conviveu com várias situações de manifesta ineficácia

Quando assumiu o cargo de ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) do governo Bolsonaro, no último dia 2, o general da reserva Augusto Heleno afirmou que a ex-presidente Dilma, cassada após um processo de impeachment, em 2016, destruiu o sistema de inteligência no país.

“Esse sistema foi recuperado pelo general Etchegoyen e foi derretido pela senhora Rousseff, que não acreditava em inteligência”, declarou Heleno.

A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) então usou seu site pessoal, neste domingo (6) para rebater críticas do General e dizer que viveu “várias situações de manifesta ineficácia” em relação ao órgão quando estava à frente do governo federal.

Dilma afirma que durante seu mandato, o GSI falhou “ao não detectar e impedir o grampo feito ilegalmente no meu gabinete, em março de 2016, sem autorização do Supremo Tribunal Federal, quando foi captado e divulgado meu diálogo com Luiz Inácio Lula da Silva, às vésperas dele ser nomeado para a Casa Civil.”

Vale lembrar que o gabinete de Dilma não foi grampeado sem autorização do STF. Quem estava com o telefone grampeado era o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com autorização do atual ministro da Justiça, Sergio Moro, pela investigação que acontecia contra o petista.

Apesar disso, esse foi o principal ponto do argumento de Dilma: “Uma “inteligência” ligada à Presidência da República que não tem conhecimento, capacidade e tecnologia para enfrentar a moderna espionagem cibernética não é crível”, completa Dilma.

Ela ainda acusa o GSI de não estar preparado para prevenir o ataque ao presidente da República, que quando candidato do PSL levou uma facada durante evento de campanha nas eleições.

Heleno, aliás, afirmou após a facada que o motivo de Bolsonaro não comparecer aos debates eram por medo das ameças de morte que ele recebia. E como não conseguiria garantir proteção, Jair ficou em casa. Até ser eleito.

“E não é um mero tiro de “sniper”. É um atentado terrorista, onde tem uma organização criminosa, que eu não vou citar o nome por motivos óbvios, envolvida. É comprovado por mensagens e escutas telefônicas. Isso é absolutamente verídico. A saída dele, em qualquer horário com hora marcada, é problemática”. General da reserva Augusto Heleno, hoje ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional.