Por Cláudia Rejane Lima*
Luiz Gonzaga eternizou : “Ai que saudades que eu sinto
Das noites de São João
Das noites tão brasileiras nas fogueiras
Sob o luar do sertão”
E que saudades:
Fogueiras até o raiar do dia, do milho assado à pipoca e o quentão
Fogos da chuvinha ao vulcão, mesmo que alguns perdem-se até as mãos;
Ai que saudades que tenho…
Dos ensaios de quadrilhas a apresentações nos Palhoções;
Da Rainha do Milho ao Rei do Salão;
De Famílias reunidas nas ruas celebrando as festas juninas ao som dos acordes da sanfona, zabumba e triangulo com xote, um xaxado ou um baião, sem esquecer o forró dos bons;
Mas chegaram os vetos e proibições: fogueira não pode (o meio ambiente agradece), fogos não (os animais podem até morrer), e para completar, a pandemia chegou, nada de aglomerar;
Ai que saudades que tenho…
A geração Baby Boomers viveu e com certeza saudosista das festas juninas, já a geração Z e Alpha talvez não saberão o que é uma noite de forró ao luar;
“Eita, São João dos meus sonhos
Eita, saudoso sertão, ai, ai”
*Cláudia Rejane Lima é professora e servidora da Semed















