21 de outubro de 2020Informação, independência e credibilidade
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Eleições 2020: Onde está a pauta feminina no debate político?

Na live desta quarta-feira, entrevistaremois a advocada Paula Lopes, militante em defesa dos direitos da mulher

Ano de eleição, campanha nas ruas, homens e mulheres disputando cargos majoritários e proporcionais.  Diz o TSE que nunca tivemos tantas mulheres na disputa eleitoral. Longe, ainda de sermos maioria – na verdade só avançamos 3% além da cota reservada para mulheres, mas avançamos. Contabilizados 545 mil pedidos de registro de candidatura em todo o Brasil, as mulheres participam das eleições de 2020 com um número recorde de 180.799 candidatas.

Nas últimas eleições municipais, em 2016, do total de 496.927 candidaturas registradas, 158.450 eram mulheres (31,9%). Em 2020 o percentual chegou a 33,1% – com 22 mil mulheres a mais na disputa por um cargo no Poder Legislativo ou Executivo municipal. Mas não bastam as referências numéricas nesse processo em que a mulher continua sendo minoria, embora seja maioria do eleitorado – eram 52,5% em 2018, segundo dados do TSE.

Tem que entrar também nessa conta o protagonismo real, a visibilidade das mulheres no processo político, com um olhar focado na expectativa do debate e das propostas de políticas públicas para os próximos quatro anos. Precisamos falar sobre direitos, diversidade e oportunidades de gênero. Da questão da violência contra a mulher e de ações eficazes, capazes de removê-las do papel de vítimas de um machismo que se alimenta de um fatídico sentimento masculino de posse sobre o corpo, a alma e o destino das mulheres; que machuca e alimenta os números do feminicídio, aumentados em 20% no país, durante a pandemia. Sem contar as agressões de menor potencial – que não levam à morte – e que fizeram aumentar em 40% o número de denúncias no canal 180. Subnotificadas, eu creio. É incontestável que apesar de se falar tanto em denúncia, em empoderamento, muitas mulheres permanecem silenciadas, enfrentando sofrimento e maus tratos dentro de suas próprias casas.

Possivelmente por vergonha; por pensar em uma nova chance; ou simplesmente por medo do que virá; de que apoio terá; de onde se proteger; de como recomeçar. Que tipo de proteção e apoio essas mulheres vão encontrar ao se encorajarem à denúncia que na maioria das vezes recai sobre o companheiro que vive ao seu lado? Como lidar com os direitos numa hora em que eles estão sendo violados?

É preciso falar sobre isso, exaustivamente, nos debates que norteiam a campanha eleitoral e nos anos seguintes, em ações das pessoas eleitas – homens e mulheres. É preciso focar nas políticas públicas eficientes e na praticidade delas. É preciso enxergar onde está a pauta feminina no debate que norteia a campanha política de 2020.

A propósito, vamos falar sobre isso na live desta quarta-feira (30), no Instagram @Eassimnet. E convidamos a advogada advogada Paula Lopes, pós graduada em Gênero e Direitos Humanos pela UFAL, com especialização em Atendimento à Mulheres Vítimas de Violência pela Secretaria Especial de Mulheres da Presidência da República e com capacitação em Pedagogia da Proteção, onde tem ampla experiência. Paula já foi vice presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AL e membro dos conselhos de Direitos Humanos e de Combate à Tortura, ambos em Alagoas. Atualmente é coordenadora geral do Centro de Defesa dos Direitos das Mulheres.

Ela vai estar conosco das 20h às 21h, no instagram @Eassimnet. E vamos abordar a rede de apoio às mulheres vítimas da violência; falar da situação de dificuldades vivida pelo Centro de Defesa dos Direitos das Mulheres, uma ONG que atua em Maceió, com uma equipe voluntária multidisciplinar no acolhimento e apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade. A ONG está para ser despejada e luta por uma sede própria. Está precisando de ajuda.

Vamos falar também da carta-documento que a ONG escreveu, com análises, recomendações e propostas de melhorias em políticas públicas para as mulheres no município de Maceió, a partir das próximas eleições.

Não fique fora desse debate. Acesse o instagram @Eassimnet e participe.

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